04 de Novembro de 2009, 11h33
Por: Fábio Miranda
Medo para todos os gostos
Este último feriadão deve ter sido o mais assustador do ano. Não por causa do balanço das estradas brasileiras que, aliás, confesso que nem vi, mas pela quantidade do filmes de terror que passou na televisão nesses três dias que tivemos o Halloween e o dia de Finados, tanto na aberta quanto na fechada. Desde a Colheita do Mal (The Reaping, Warner Bross 2006) com a belíssima Hilary Swank tendo que desvendar fenômenos em uma fazenda semelhante às dez pragas do Egito. Até o duelo de dois dos maiores personagens do submundo das trevas dos anos 1980. Freddy vs Jason (2003, New Line Cinema / PlayArte), que já pôs medo em muita gente, hoje faz o gênero ‘terrir’. Impossível assistir esse filme e não rir com o enredo da história: Freddy, que já não goza da mesma popularidade de tempos atrás resolve ressuscitar seu colega de horror, Jason, para assustar pessoas em seu lugar, acontece que o cabeça-de-escorredor-de-arroz acaba matando todas as vitimas de Freddy e aí eles acabam brigando. É de morrer... de rir.
Não faz jus aos ícones que foram há duas décadas. Não assisti nenhum dos dois inteiros, preferi ver Stigmata (1999, MGM). Está certo que não é bem um filme de terror, mas faz o gênero sobrenatural melhor que os citados acima. Gabriel Byrne, que faz o papel do padre Andrew Kiernan e Patricia Arquette, dando vida à atéia e cabeleireira malucona Frankie Paige, estão impecáveis.
Paige começa a receber os estigmas que Cristo recebeu pouco antes da crucificação, então o Vaticano decide mandar o melhor padre-cientista que existe em seu quadro, mas o problema é que Paige não crê em Deus, portanto não há o que Kiernan fazer lá. Durante todo o filme a questão fé e ciência estão batendo de frente. Quando um cardeal Daniel Houseman (Jonathan Pryce) descobre que Paige está desvendando um evangelho escrito pelo próprio Messias ele resolve dar cabo da vida da moça. Vale à pena pela história, que não fere a fé de ninguém e não é grotesca, pela atuação dos protagonistas que curiosamente fizeram sucessos em séries e filmes que tratam desse gênero sombrio.
No mais a famosa, e batida, frase ‘doces ou travessuras’ foi o que teve de mais emocionante neste feriado horripilante.
Fonte: Redação - Filmes de Cinema
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